Acredito que nosso imaginário a respeito das mulheres, tem tornado-as preguiçosas a respeito da conquista, da delicadeza, da sensibilidade, Afinal o mesmo imaginário nos apresenta que a mulher por ser mulher já é conquistadora, sensível e delicada, Pra mim a verdade é que a maioria delas é esnobe, não sabem o valor da conquista, São insensíveis, não percebem seus companheiros, São brutas acham que a beleza de seus corpos é o bastante para fazer-nos sentir prazer. Bem, esse texto surgiu no sábado á noite no festival de música de botequim lá no Alagoano, e pensei nele pelo motivo oposto que iniciei o texto... É porque em meio a esse mar de brutalidade femininas há pérolas perdidas, que parecem querer compensar todas as outras, São raras, São mulheres fortes, Amáveis, Mulheres que não se dobram e tampouco pretendem dobrar a outrem, Mulheres de mão marcadas, contudo suas mãos possuem uma fina delicadeza, Divinal, Sem esquecer desse poder divino das mulheres de dar: Vida, A maioria das mulheres esqueceram o erotismo, e tudo que sabem fazer é abrir as pernas, as vezes gemem falsamente e gritam a agonia do mundo que brutalizou seus ventres, Mas há mulheres que não te mostram a linha das cochas, o busto, Mas suspiram a distância, um suspiro longo capaz de fazer-nos atingir mil orgasmos a cada fração de segundos do tempo do suspiro. Há mulheres capazes de trazer dentro de seus ventres um oceano, e são sempre guerreiras, valentes. Mas a maioria delas prefere que tu abras a porta, que pagues a conta sozinho, que corra meio mundo, para salva-las, quando não podes e poderiam juntos, salvarem-se os dois, A maioria das mulheres são machistas que se excitam quando estamos colerizados e fazem questão de ocupar o lugar que lhe reservaram para serem mulheres, Mas há também as destemidas que rompem seu nobre título de mulheres, e vão à luta, e nos encaram tête-à-tête e sofrem, Porque têm sempre de provar sua força em dobro, Há mulheres extremamente conquistadoras, parecem dançar o tempo todo, com suas colunas eretas apesar de tanta dor e têm a delicadeza de saber que pau em riste não é garantia de tesão, que meu corpo é um universo do sentir, E que nenhum ser humano pode ser resumido a órgão sexual, A tanto a dizer sobre as mulheres, penso que escreverei muito a respeito, Mas o fato é que existem mulheres e Mulheres.
domingo, 17 de junho de 2007
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